Farol de Alexandria
Ficou de pé por mais de 1.500 anos, caiu em terremotos e virou pedra de uma fortaleza que você ainda pode visitar. Esta é a história completa — e o que sobrou dele hoje.
- ~280 a.C. concluído
- 100–140 m de altura estimada
- 1303 o terremoto fatal
- Licença 547 desde 1985
O Farol de Alexandria ainda existe?
Não. O Farol de Alexandria não existe mais. Ele desabou em uma série de terremotos entre os séculos X e XIV. As pedras que restaram foram usadas para construir a Fortaleza de Qaitbay, em 1477, no mesmo lugar onde o farol ficava. Parte dos blocos originais está no fundo do porto de Alexandria, onde foram localizados em 1994.
O que dá para ver hoje: a Fortaleza de Qaitbay, construída com as pedras do farol e sobre as fundações dele — é o endereço exato da maravilha perdida. E, para mergulhadores, os blocos submersos na baía.
O que foi o Farol de Alexandria?
Foi uma torre de sinalização construída na ilha de Faros, na entrada do porto de Alexandria, no Egito. Servia para guiar navios até um porto que, de longe, não tinha nenhum ponto de referência natural — a costa ali é plana.
Era também uma declaração política. Alexandria tinha sido fundada por Alexandre, o Grande, e os Ptolomeus queriam que a cidade fosse vista de longe, literalmente. O farol entrou na lista das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e deu o nome genérico que usamos até hoje: em português, espanhol e italiano, a palavra para esse tipo de torre vem de Faros.
Quem construiu o Farol de Alexandria?
A obra foi encomendada por Ptolomeu I Sóter, general de Alexandre que ficou com o Egito depois da morte dele, e concluída no reinado de seu filho, Ptolomeu II Filadelfo, por volta de 280 a.C.
O arquiteto foi Sóstrato de Cnido. Conta-se que ele gravou o próprio nome na pedra e cobriu a inscrição com reboco, no qual escreveu o nome do rei — de modo que, quando o reboco caísse com o tempo, só a assinatura dele permanecesse. A história é antiga e pode ser lenda, mas é repetida desde a Antiguidade.
Para que servia o Farol de Alexandria?
Para três coisas, nesta ordem de importância:
- Orientar a navegação — uma fogueira acesa no topo, visível a dezenas de quilômetros
- Marcar a entrada do porto — a costa egípcia é baixa e sem relevo, e encalhar era fácil
- Mostrar poder — a torre era visível antes da cidade, e essa era a ideia
No topo havia fogo à noite e, segundo relatos antigos, um espelho de metal polido que refletia a luz do sol durante o dia. O quanto esse espelho realmente alcançava é objeto de exagero nas fontes antigas — as distâncias citadas variam muito.
Como era o Farol de Alexandria?
Em três andares sobrepostos, cada um com uma forma diferente: uma base quadrada, um corpo octogonal no meio e um topo cilíndrico, onde ficava o fogo. Uma rampa interna em espiral permitia subir material — provavelmente com animais de carga.
A altura é o ponto onde as fontes não concordam. As estimativas sérias variam entre 100 e 140 metros. Mesmo no limite inferior, era uma das construções mais altas do mundo antigo, atrás apenas das pirâmides de Gizé.
Como o Farol de Alexandria foi destruído?
Não foi destruído por ninguém — foi derrubado por terremotos. Alexandria fica perto de uma zona sísmica ativa, e a torre sofreu danos em uma sequência de tremores.
O abalo de 956 abriu as primeiras rachaduras graves. Os de 1303 e 1323 terminaram o trabalho: o farol veio abaixo e deixou de existir como construção. Em 1477, o sultão Qaitbay aproveitou as pedras caídas para erguer uma fortaleza no mesmo ponto — e é ela que está lá até hoje.
Ou seja: a resposta para “quem destruiu o Farol de Alexandria” é a geologia, não um exército.
Onde ficava o Farol de Alexandria?
Na ponta leste da ilha de Faros, hoje ligada ao continente, na entrada do Porto Leste de Alexandria — no norte do Egito, na costa do Mediterrâneo. Alexandria fica a cerca de 220 km do Cairo, umas duas horas e meia a três de carro.

Por que o Farol entrou nas Sete Maravilhas?
Porque era útil e impossível de ignorar. A maioria das Sete Maravilhas do Mundo Antigo era templo, túmulo ou estátua — obras de devoção ou vaidade. O farol era infraestrutura: uma máquina de salvar navios que por acaso era monumental.
Foi também a penúltima a desaparecer. Das sete, só a Grande Pirâmide de Gizé continua de pé — e essa você pode visitar em meia hora de carro do centro do Cairo.
Dá para incluir Alexandria no roteiro?
Dá, e é mais simples do que parece: Alexandria cabe em um bate-volta de carro saindo do Cairo, ou em uma noite para quem quer com calma. Além da Fortaleza de Qaitbay, a cidade tem as catacumbas de Kom el-Shoqafa, o Pilar de Pompeu e a nova Bibliotheca Alexandrina.
| Roteiro | O que cobre | Por pessoa |
|---|---|---|
| Pacotes com Alexandria | Cairo, Alexandria e o essencial do país | sob consulta |
| Egito em 8 dias com cruzeiro | Cairo, pirâmides e o trecho de rio | US$ 999 |
| Passeios de um dia | Bate-voltas com guia, preço por pessoa | a partir de US$ 45 |
Alexandria não entra em todos os roteiros por um motivo prático: são cinco a seis horas de estrada ida e volta. Dizemos com franqueza quando vale e quando não vale, em vez de empurrar um dia inteiro de van.
Dúvidas sobre o Farol de Alexandria
O Farol de Alexandria foi encontrado?
Parte dele, sim. Em 1994, uma equipe liderada pelo arqueólogo francês Jean-Yves Empereur localizou centenas de blocos de pedra e fragmentos de estátuas no fundo do Porto Leste, em frente à fortaleza. Não é o farol de pé — são os escombros dele, submersos.
Dá para mergulhar nas ruínas submersas?
Existe mergulho na baía de Alexandria sobre a área dos blocos. A visibilidade é limitada e varia muito com o tempo e com a maré, então é um passeio para quem já mergulha e topa condições irregulares — não para uma primeira experiência.
Qual era a altura do Farol de Alexandria?
Não há medida confirmada. As estimativas mais aceitas vão de 100 a 140 metros. A variação existe porque as fontes antigas usam unidades diferentes e tendem ao exagero. Qualquer número apresentado como exato deve ser lido com desconfiança.
O Farol e a Biblioteca de Alexandria são a mesma coisa?
Não. São duas construções distintas da mesma cidade e da mesma época ptolomaica. O farol era uma torre de sinalização no porto; a Biblioteca era um centro de estudos ligado ao Museu. As duas desapareceram, por motivos diferentes — e as duas viraram símbolo de Alexandria.
Como chegar a Alexandria saindo do Cairo?
De carro ou van pela estrada do deserto, cerca de duas horas e meia a três horas em cada sentido. Há também trem, que é confortável mas menos flexível para quem quer ver vários pontos no mesmo dia. Organizamos os dois.
Preciso de imagens ou maquete para um trabalho escolar?
Boa parte de quem procura o Farol de Alexandria está fazendo trabalho de escola. Vale saber: não existe nenhuma imagem real do farol — todas as ilustrações são reconstituições feitas a partir de descrições antigas e de moedas romanas que traziam a torre gravada. Se o seu trabalho precisa de uma referência honesta, essa é ela.
Quer ver Alexandria com quem mora aqui?
Diga quantos dias você tem no Egito e dizemos se Alexandria cabe — e se vale. Resposta em português, com preço por escrito.