Abu Simbel

Os dois templos que Ramsés II mandou escavar na rocha viva — e que, três mil anos depois, foram serrados em blocos e erguidos 65 metros mais acima para escapar da água.

  • Licença 547 Ministério do Turismo do Egito
  • 40 anos operando no Egito
  • Guias egiptólogos licenciados

O que é Abu Simbel

São dois templos escavados na encosta de arenito no extremo sul do Egito, a cerca de 280 km de Aswan e a 40 km da fronteira com o Sudão. Ramsés II mandou construí-los por volta de 1264 a.C.

Não são construções montadas com blocos: foram escavados para dentro da rocha. Tudo que você vê — as quatro estátuas colossais da fachada, as salas, as colunas, os relevos — foi retirado da montanha, não acrescentado a ela.

As quatro figuras sentadas da fachada do templo maior têm 20 metros de altura cada. Uma delas perdeu a cabeça e o torso num terremoto na Antiguidade, e os pedaços continuam caídos aos pés dela, exatamente onde caíram — a restauração deliberadamente não os recolocou.

Para que serviam os templos

Abu Simbel é propaganda de Estado, e não faz segredo disso. Fica na fronteira com a Núbia, território que o Egito dominava, e a mensagem para quem chegasse do sul era direta: o poder que governa aqui é grande demais para ser disputado.

O interior reforça o recado. As paredes trazem a batalha de Kadesh, o confronto de Ramsés II contra os hititas, narrada como vitória esmagadora. Historicamente foi, no melhor dos casos, um empate que terminou no primeiro tratado de paz documentado da história — mas nas paredes é triunfo total. É um dos exemplos mais claros de que o registro egípcio oficial era comunicação política, não crônica.

O templo de Nefertari

Ao lado, um segundo templo, menor, dedicado a Hathor e à rainha Nefertari, esposa principal de Ramsés II.

O detalhe que os guias sempre apontam, e com razão: na fachada, as estátuas da rainha têm a mesma altura das do rei — cerca de 10 metros. Isso é praticamente sem precedente no Egito, onde a esposa real costuma aparecer em escala reduzida, na altura da perna do faraó. A inscrição dedica o templo “àquela por quem o sol brilha”.

O fenômeno solar de Abu Simbel

Duas vezes por ano, a luz do sol nascente atravessa a entrada do templo maior, percorre 60 metros de corredor e ilumina as estátuas do santuário no fundo.

São quatro figuras sentadas ali: Ptah, Amon-Rá, o próprio Ramsés II divinizado, e Rá-Horakhty. Ptah, ligado ao mundo subterrâneo, permanece na sombra mesmo nesses dias — o alinhamento foi calculado para deixá-lo de fora.

As datas atuais são 22 de fevereiro e 22 de outubro. Costuma-se dizer que correspondem à coroação e ao nascimento de Ramsés II; essa associação é tradicional e não é comprovada. Também se lê com frequência que as datas originais eram 21 de fevereiro e 21 de outubro, e que a mudança de lugar do templo as deslocou em um dia — o ponto é discutido, e quem afirmar precisão absoluta está indo além da evidência.

Nesses dois dias o sítio fica lotado e é preciso chegar de madrugada. Se quiser ir numa dessas datas, avise com bastante antecedência: hotel em Abu Simbel esgota com meses de folga.

Como os templos foram movidos de lugar

Nos anos 1960, a Alta Barragem de Aswan ia criar o lago Nasser e submergir Abu Simbel por completo. A UNESCO conduziu uma das maiores operações de resgate arqueológico já feitas.

Entre 1964 e 1968, os dois templos foram serrados em mais de mil blocos, de 20 a 30 toneladas cada, numerados, transportados e remontados 65 metros acima e 200 metros para trás da posição original. A montanha em que estão hoje é artificial: uma cúpula de concreto coberta de rocha, construída para imitar a encosta original.

Dá para ver as juntas entre os blocos se você olhar de perto, e ver a estrutura oca por dentro numa passagem de serviço. Não estraga nada — se alguma coisa, é a segunda coisa mais impressionante do lugar.

Como chegar a Abu Simbel

Saindo de Aswan, que é o único ponto de partida prático.

Por estrada

  • Cerca de 3 horas em cada sentido
  • Saída de madrugada, entre 4h e 5h
  • Muito mais barato
  • É a opção da maioria dos nossos clientes
  • Estrada boa, deserto o caminho inteiro

De avião

  • 45 minutos de voo
  • Permite dormir até uma hora civilizada
  • Bem mais caro
  • Bom para quem tem pouco tempo ou dificuldade de locomoção
  • Poucos voos por dia

Nos dois casos é bate-volta de Aswan. Dormir em Abu Simbel é possível, e vale para quem quer ver o espetáculo de luz e som ou o sítio vazio ao amanhecer, mas a oferta de hotéis é pequena.

Abu Simbel vale a pena?

É o passeio que mais divide opiniões antes e que menos gera arrependimento depois. A objeção é sempre a mesma: seis horas de estrada no deserto e acordar às quatro da manhã, para ver dois templos.

A resposta honesta é que a escala não se transmite em fotografia. Você chega, contorna a colina artificial, e a fachada aparece de uma vez — é o efeito que o projeto original pretendia, e ele funciona.

Nossa recomendação prática: se o roteiro está apertado, corte outra coisa antes de cortar Abu Simbel. Se o problema for a madrugada, o voo resolve por um custo a mais.

Abu Simbel no roteiro

Entra como excursão opcional a partir de Aswan, normalmente no dia do embarque no cruzeiro ou no dia seguinte. Não é incluído por padrão nos roteiros de 8 dias porque consome um dia inteiro — e porque preferimos que a escolha seja sua, com o custo e o horário na mesa.

🕑

Duração

Dia inteiro por estrada, meio dia de avião. Cerca de duas horas no sítio.

🌡

Calor

É o ponto mais quente do roteiro. No verão, a visita de madrugada não é preferência, é necessidade.

📷

Fotografia

Permitida na área externa. Dentro dos templos as regras mudam — o guia confirma no dia.

🌌

Lago Nasser

Os templos ficam na margem. Há cruzeiros pelo lago Nasser, que são outro produto e param aqui.

💰

Custo

Opcional com ingresso e transporte à parte. Vem discriminado no orçamento, sem surpresa.

🏛

Combine com Philae

Aswan concentra Philae, a Alta Barragem e o Obelisco Inacabado — todos perto.

Abu Simbel sai de Aswan, que é onde começa o cruzeiro pelo Nilo. Veja o roteiro dia a dia ou os pacotes com preço fechado.

Abu Simbel e o sul do Egito

Tudo isto fica na região de Aswan, e cabe no mesmo trecho de viagem.

Os colossos de Abu Simbel
Os colossos de Abu Simbel
O templo de Philae, visto do rio
O templo de Philae, visto do rio
A Alta Barragem de Aswan
A Alta Barragem de Aswan
Faluca no Nilo ao pôr do sol
Faluca no Nilo ao pôr do sol

Perguntas frequentes sobre Abu Simbel

Onde fica Abu Simbel?

No extremo sul do Egito, na margem do lago Nasser, a cerca de 280 km de Aswan e 40 km da fronteira com o Sudão. O único ponto de partida prático é Aswan.

Quanto tempo leva de Aswan a Abu Simbel?

Cerca de 3 horas por estrada em cada sentido, com saída entre 4h e 5h da manhã, ou 45 minutos de avião. Os dois formatos são bate-volta; a visita ao sítio dura cerca de duas horas.

Quem construiu Abu Simbel?

Ramsés II, por volta de 1264 a.C. O templo maior é dedicado a Amon-Rá, Rá-Horakhty, Ptah e a ele próprio divinizado; o menor, a Hathor e à rainha Nefertari.

Quando acontece o fenômeno solar de Abu Simbel?

Em 22 de fevereiro e 22 de outubro, quando o sol nascente atravessa 60 metros de corredor e ilumina três das quatro estátuas do santuário — Ptah, ligado ao mundo subterrâneo, permanece na sombra por projeto. Nessas datas o sítio fica lotado e a hospedagem esgota com meses de antecedência.

Por que Abu Simbel foi movido de lugar?

Porque a Alta Barragem de Aswan criaria o lago Nasser e o submergiria. Entre 1964 e 1968 a UNESCO serrou os dois templos em mais de mil blocos e os remontou 65 metros acima e 200 metros atrás da posição original, dentro de uma montanha artificial de concreto coberta de rocha.

Abu Simbel está incluído nos pacotes?

Normalmente é opcional, com ingresso e transporte cobrados à parte, porque consome um dia inteiro do roteiro. O valor aparece discriminado no orçamento antes de você fechar — nunca aparece como surpresa depois.

Vale a pena ir a Abu Simbel?

Na nossa experiência, sim, e com folga. É o passeio que mais gera dúvida antes e menos arrependimento depois. Se o roteiro estiver apertado, recomendamos cortar outra coisa antes.

Abu Simbel sai de Aswan

É onde começa o cruzeiro pelo Nilo, então encaixa bem no roteiro clássico. Diga suas datas e mandamos o percurso com o custo do opcional já discriminado.