Vale dos Reis
Mais de sessenta tumbas escavadas numa garganta de deserto atrás de Luxor — e as cores originais, de três mil anos, ainda nas paredes.
- Licença 547 Ministério do Turismo do Egito
- 40 anos operando no Egito
- Guias egiptólogos licenciados
O que é o Vale dos Reis
É a necrópole onde os faraós do Império Novo foram enterrados, entre cerca de 1550 e 1070 a.C. Fica na margem oeste do Nilo, em frente a Luxor, numa garganta seca atrás da montanha.
Já foram identificadas mais de 60 tumbas, numeradas KV1, KV2 e assim por diante — KV de Kings’ Valley. Nem todas são reais: há tumbas de nobres, de filhos de faraós e de gente da corte. Cerca de uma dúzia fica aberta ao público em rodízio, e quais estão abertas muda ao longo do ano.
Do lado de fora não há nada para ver. É deserto, pedra e calor. Tudo está sob os seus pés, e é justamente esse o objetivo.
Por que os faraós abandonaram as pirâmides
Esta é a parte que faz o lugar fazer sentido. Uma pirâmide é uma placa gigante anunciando “há um rei e um tesouro aqui dentro”. Todas foram saqueadas, a maioria ainda na Antiguidade.
Mil anos depois, o Império Novo tentou o oposto: em vez de marcar, esconder. Tumbas escavadas para dentro da rocha, entradas disfarçadas, num vale isolado, sob vigilância de uma vila inteira de operários que vivia ali perto exatamente para isso — Deir el-Medina, que também se visita.
Funcionou melhor, mas não completamente: quase todas foram violadas mesmo assim. A exceção é a razão pela qual o mundo conhece o nome de um faraó menor.
A tumba de Tutancâmon (KV62)
Tutancâmon morreu jovem, reinou pouco e não teve importância política especial. A tumba dele é pequena e modesta para um faraó — provavelmente não foi construída para ele.
O que a torna a mais famosa do mundo é um acidente: entulho da construção de uma tumba vizinha a cobriu, e ela atravessou três mil anos praticamente intacta. Howard Carter a encontrou em 1922, com mais de cinco mil objetos dentro.
Aviso honesto, porque é a decepção mais comum de quem visita: o tesouro não está lá. O acervo inteiro — a máscara de ouro, os sarcófagos, os tronos, as bigas — está no Grande Museu Egípcio, no Cairo. Na tumba ficaram as paredes pintadas, o sarcófago de pedra e a múmia do próprio Tutancâmon, exposta numa vitrine climatizada. O ingresso é separado e a sala é pequena.
Vale? Vale se você quer estar no lugar exato e ver a múmia. Não vale se você espera ouro.
A tumba de Seti I (KV17)
Esta é, para a maior parte dos egiptólogos, a tumba mais bonita do Egito. É a mais longa do vale, com mais de 130 metros de galerias decoradas do chão ao teto, incluindo um teto astronômico com a abóbada celeste pintada.
Ficou fechada por décadas para conservação e hoje abre com ingresso à parte e caro — bastante mais que o do vale inteiro. Quem se interessa por arte egípcia costuma dizer que foi o melhor dinheiro gasto na viagem. Quem quer só ver “uma tumba” não precisa.
Como funcionam os ingressos
É a dúvida prática número um, e a estrutura confunde bastante.
Incluído no ingresso do vale
- Entrada em três tumbas, escolhidas entre as que estiverem abertas no dia
- O trenzinho até a entrada do vale, em geral
- Cerca de uma dúzia de tumbas em rodízio
Ingresso separado
- Tutancâmon (KV62)
- Seti I (KV17) — o mais caro de todos
- Ramsés VI (KV9)
- Autorização de fotografia, conforme a regra vigente
Nos nossos pacotes o ingresso base do vale já está incluído. Os extras aparecem discriminados no orçamento e a escolha é sua no dia — o guia diz o que está aberto e o que vale a pena, sem empurrar.
Sobre fotografar
As regras mudaram várias vezes nos últimos anos, e continuam mudando. Já foi proibido, depois liberado mediante bilhete de foto, com exceções por tumba. Não confie em nada que você leia online sobre isso, inclusive aqui — o guia confirma a regra do dia na bilheteria. Flash é sempre proibido, em todo lugar, sem exceção.
Vale dos Reis e Vale das Rainhas não são o mesmo lugar
Confusão frequente, e cara quando descoberta tarde. São dois sítios distintos, com ingressos distintos.
A tumba de Nefertari, esposa de Ramsés II e provavelmente a mais espetacular do Egito em qualidade de pintura, fica no Vale das Rainhas (QV66) — não no Vale dos Reis. O ingresso é caríssimo, a visita é limitada a poucos minutos e a um número pequeno de pessoas por dia, e precisa ser combinado com antecedência.
Se Nefertari é a razão da sua viagem, diga isso no orçamento. É um pedido que exige planejamento, não algo que se resolve na hora.
O que mais fica na margem oeste
O Vale dos Reis raramente se visita sozinho. O padrão é uma manhã inteira na margem oeste, cobrindo:
Templo de Hatshepsut
Encravado no penhasco em três terraços. A faraó mulher que governou como rei e teve o nome apagado depois.
Colossos de Mêmnon
Duas estátuas de 18 metros, o que sobrou de um templo desaparecido. Parada rápida no caminho.
Medinet Habu
Templo de Ramsés III, com pigmento original em quantidade e quase ninguém dentro.
Deir el-Medina
A vila dos artesãos que escavaram as tumbas reais, com as capelas deles pintadas.
Balão ao amanhecer
Sobrevoa exatamente esta margem. Opcional, caro, e a foto que todo mundo leva.
Vale das Rainhas
Sítio separado, com Nefertari em ingresso à parte e visita limitada.
Quando ir, e o que esperar
Vá na abertura, por volta das 6h no verão e 6h30 no inverno. Não é preciosismo: as tumbas são corredores fechados sem ventilação, o calor lá dentro é considerável, e depois das 9h chegam os ônibus dos cruzeiros todos ao mesmo tempo.
Leve água e chapéu — entre uma tumba e outra você anda a céu aberto, no deserto. Sapato fechado ajuda; há rampas e degraus.
Um detalhe que surpreende: os guias não podem dar explicação dentro das tumbas. A regra existe para controlar aglomeração e ruído. Por isso o briefing acontece fora, antes de entrar — um bom guia explica o que você vai ver e depois deixa você entrar sozinho, no seu tempo. Se o seu guia quiser entrar falando, ele vai ser interrompido pela fiscalização.
Perguntas frequentes sobre o Vale dos Reis
Onde fica o Vale dos Reis?
Na margem oeste do Nilo, em frente a Luxor, no sul do Egito. É uma garganta de deserto atrás da montanha tebana, a cerca de 30 minutos do centro de Luxor.
Quantas tumbas tem o Vale dos Reis?
Mais de 60 identificadas, numeradas KV1 em diante. Nem todas são de faraós — há tumbas de nobres e de familiares reais. Cerca de uma dúzia fica aberta ao público por vez, em rodízio que muda ao longo do ano.
Quantas tumbas dá para visitar com o ingresso?
Três, escolhidas entre as que estiverem abertas naquele dia. Tutancâmon, Seti I e Ramsés VI exigem ingressos separados, comprados à parte na bilheteria.
O tesouro de Tutancâmon está na tumba?
Não. Todo o acervo — máscara de ouro, sarcófagos, tronos, bigas — está no Grande Museu Egípcio, no Cairo. Na tumba permanecem as paredes pintadas, o sarcófago de pedra e a múmia de Tutancâmon numa vitrine climatizada. É a decepção mais comum de quem não é avisado antes.
A tumba de Nefertari fica no Vale dos Reis?
Não. Fica no Vale das Rainhas, que é um sítio separado, com ingresso próprio e bem caro, visita de poucos minutos e número limitado de visitantes por dia. Precisa ser combinado com antecedência.
Pode fotografar dentro das tumbas?
As regras mudaram várias vezes e continuam mudando — já foi proibido, depois liberado com bilhete de fotografia, com exceções por tumba. Confirme na bilheteria no dia; é o que nossos guias fazem. Flash é proibido em qualquer circunstância.
Qual a melhor hora para visitar o Vale dos Reis?
Logo na abertura, por volta das 6h no verão. As tumbas são corredores fechados e esquentam muito, e a partir das 9h chegam os grupos dos cruzeiros ao mesmo tempo.
Quanto tempo se passa no Vale dos Reis?
Cerca de duas horas para as três tumbas do ingresso base, com calma. Uma manhã inteira cobre também Hatshepsut e os Colossos de Mêmnon, que é como montamos o dia na margem oeste.
A margem oeste rende uma manhã inteira
Vale dos Reis, Hatshepsut e os Colossos, com tempo de sobra e sem fila. Diga suas datas e mandamos o roteiro com os ingressos discriminados.