Templo de Karnak

Não é um templo: é uma cidade de templos, construída e reconstruída ao longo de mais de mil e trezentos anos por sucessivos faraós que nunca a consideraram terminada.

  • Licença 547 Ministério do Turismo do Egito
  • 40 anos operando no Egito
  • Guias egiptólogos licenciados

O que é Karnak

Karnak é o maior complexo religioso já construído no mundo antigo, na margem leste do Nilo, em Luxor — a antiga Tebas, capital do Egito durante o Império Novo.

É dedicado principalmente a Amon-Rá, com recintos separados para Mut e Montu. E é menos um edifício do que um canteiro de obras que ficou aberto por mais de mil anos: cada faraó que teve recursos acrescentou um pilono, um pátio, uma capela ou uma fileira de colunas, frequentemente demolindo o que o antecessor havia feito para reaproveitar a pedra.

O resultado é que você não visita um projeto, visita uma sequência de projetos empilhados. É por isso que Karnak parece caótico à primeira vista e é por isso que recompensa tanto quem tem alguém explicando.

A sala hipostila

É a razão pela qual se vai a Karnak. 134 colunas em dezesseis fileiras, cobrindo uma área maior que a de muitas catedrais europeias.

As doze colunas da nave central têm cerca de 21 metros de altura e um capitel tão largo que se calcula caberem dezenas de pessoas em pé sobre ele. As laterais são mais baixas, e a diferença de altura abria janelas de pedra gradeada no alto — a sala era originalmente penumbrosa, com feixes de luz entrando pelo alto e o teto pintado de estrelas.

Hoje o teto se foi e você anda em pleno sol, o que muda completamente a impressão. Vale saber disso enquanto olha: a experiência que os egípcios tinham era o oposto da que você está tendo.

Boa parte da superfície está gravada. Não é ornamento — é texto, e um guia egiptólogo consegue ler pedaços dele em voz alta. Se você quiser entender o que está vendo, comece pelo nosso guia de hieróglifos.

Os obeliscos de Hatshepsut

Hatshepsut, a faraó mulher, ergueu dois obeliscos em Karnak. Um continua de pé, com cerca de 29 metros — o mais alto ainda erguido em solo egípcio. O outro está caído e partido, e dá para ver o topo de perto, o que raramente é possível.

Há um detalhe político nas pedras que vale procurar. Depois da morte dela, Tutmés III mandou emparedar a base do obelisco de pé, escondendo as inscrições. Isso fazia parte de um esforço mais amplo para apagar o nome dela dos monumentos.

O efeito foi o inverso do pretendido: a alvenaria protegeu a pedra da erosão por séculos, e quando foi removida, as inscrições de Hatshepsut estavam mais nítidas que as do resto do templo. A tentativa de apagá-la preservou-a melhor que a qualquer outro faraó.

O lago sagrado e o escaravelho

O lago artificial ao sul servia à purificação dos sacerdotes antes do ritual, e ainda tem água. Nas margens ficam os degraus originais.

Perto dele há um escaravelho monumental em granito, dedicado a Amenhotep III. Uma tradição turística manda dar sete voltas em torno dele para atrair sorte, casamento ou fertilidade, conforme quem conta. É folclore moderno, não prática egípcia antiga — dizemos isso porque preferimos que você saiba, e porque a volta continua sendo divertida de qualquer forma.

A avenida das esfinges

Uma via cerimonial ladeada de esfinges de carneiro ligava Karnak ao Templo de Luxor, quase três quilômetros ao sul. Era o percurso da procissão anual da festa de Opet, em que as estátuas dos deuses eram levadas de um templo ao outro.

A avenida ficou soterrada sob a cidade moderna por séculos. Foi escavada ao longo de décadas e reaberta em novembro de 2021, com uma cerimônia transmitida internacionalmente. Hoje dá para percorrer o trajeto a pé, o que é uma das melhores coisas que se pode fazer em Luxor ao fim da tarde.

Karnak e Templo de Luxor não são o mesmo lugar

Confusão comum, porque os dois ficam em Luxor, na mesma margem, e são ligados pela avenida das esfinges.

Karnak

  • Enorme — o maior complexo religioso antigo
  • Sala hipostila com 134 colunas
  • Obeliscos de Hatshepsut e lago sagrado
  • Precisa de 2 a 3 horas
  • Melhor pela manhã, antes do calor

Templo de Luxor

  • Bem menor e mais compacto
  • Dentro da cidade, à beira do rio
  • Avenida de esfinges na entrada
  • Cerca de 1 hora
  • Melhor à noite, iluminado

A recomendação que damos a todo cliente: Karnak de manhã, Templo de Luxor à noite. São experiências diferentes e o horário muda cada uma delas mais do que se imagina.

Como visitar Karnak

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Quando ir

Na abertura, por volta das 6h. Depois das 9h chegam os grupos dos cruzeiros e o sol fica difícil.

Quanto tempo

De 2 a 3 horas com calma. Menos que isso vira caminhada apressada entre colunas.

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Luz e som

Espetáculo noturno, com narração e caminhada pelo complexo. Ingresso à parte, opiniões divididas.

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Museu ao ar livre

Área com capelas remontadas, incluindo a Capela Branca de Sesóstris I. Ingresso extra e quase vazia.

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Luz para foto

O início da manhã dá sombra longa entre as colunas — é quando a sala hipostila fotografa melhor.

🚶

Avenida das esfinges

A pé até o Templo de Luxor, cerca de 3 km. Melhor no fim da tarde.

Karnak entra em todos os nossos roteiros que passam por Luxor, e Luxor é o ponto final do cruzeiro pelo Nilo. Veja o roteiro dia a dia ou os pacotes com preço fechado.

Karnak e os templos vizinhos

O que dá para ver no mesmo dia, dos dois lados do rio.

A aleia de esfinges de Karnak
A aleia de esfinges de Karnak
Templo de Luxor
Templo de Luxor
Pinturas em uma tumba do Vale dos Reis
Pinturas em uma tumba do Vale dos Reis
Faluca no Nilo ao pôr do sol
Faluca no Nilo ao pôr do sol

Perguntas frequentes sobre Karnak

Onde fica o templo de Karnak?

Em Luxor, na margem leste do Nilo, no sul do Egito — a antiga Tebas. Fica dentro da cidade, a poucos minutos do centro e a cerca de 3 km do Templo de Luxor.

Quanto tempo levou para construir Karnak?

Mais de mil e trezentos anos, do Império Médio ao período ptolemaico. Não foi um projeto: foi uma sucessão de projetos, com cada faraó acrescentando, alterando ou demolindo o que o anterior havia feito.

Quantas colunas tem a sala hipostila de Karnak?

134, em dezesseis fileiras. As doze da nave central têm cerca de 21 metros de altura. A sala tinha teto e era penumbrosa; hoje está a céu aberto, o que inverte completamente a impressão original.

Qual a diferença entre Karnak e o Templo de Luxor?

São dois templos distintos na mesma cidade, ligados por uma avenida de esfinges de quase 3 km. Karnak é muito maior e pede 2 a 3 horas; o Templo de Luxor é compacto e pede cerca de uma hora. A recomendação padrão é Karnak de manhã e Luxor à noite, iluminado.

Vale a pena o espetáculo de luz e som de Karnak?

Divide opiniões honestamente. É uma caminhada noturna pelo complexo com narração e iluminação, com ingresso à parte. Quem gosta acha que ver Karnak vazio à noite compensa sozinho; quem não gosta acha a narração datada. O nosso guia diz o que achar e você decide.

A que deus Karnak é dedicado?

Principalmente a Amon-Rá, a fusão do deus tebano Amon com o deus solar Rá, que se tornou a divindade suprema do Egito no Império Novo. Há recintos separados dedicados a Mut e a Montu dentro do mesmo complexo.

A avenida das esfinges está aberta?

Sim. Ficou soterrada sob a cidade moderna por séculos e foi reaberta em novembro de 2021 depois de décadas de escavação. Dá para percorrer os quase 3 km a pé entre Karnak e o Templo de Luxor.

Karnak fica no fim do cruzeiro

O barco chega em Luxor e o complexo está a poucos minutos do cais. Diga suas datas e mandamos o roteiro com preço fechado por escrito.